Parafraseando a Dr.ª Rute Remédios, as opiniões são como as vaginas: cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-a. Neste blog, Julie D´aiglemont dá a sua. Opinião, claro. E nem sempre da forma mais respeitosa. Isso ofende a vossa sensibilidade? Então, ide, ide. Ide ler o programa de um qualquer partido de extrema esquerda, que de certeza é mais consentâneo com vossos princípios morais.





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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Uma má notícia: morreu Vaclav Havel

É bem verdade que a adolescência é uma altura muito cruel da vida do ser humano, porque lhe está inerente uma indómita parvoíce. A minha, passada em fins dos anos 80, não fugiu a essa regra: imagine-se que até me passava pela cabeça que o mundo poderia ser mudado!
Vaclav Havel foi um dos culpados por eu ter acalentado ideais tão pouco plausíveis.
Era apologista de que "verdade e amor devem prevalecer sobre a mentira e o ódio", tendo norteado a sua "Revolução de Veludo" por esse princípio.
Mas além disso, deixou obra literária reconhecida: em 2005, foi eleito pela revista Prospect* como o 4º intelectual mais influente do mundo.
Lech Walesa (outro dos políticos que nortearam a minha adolescência por caminhos de utopia) reagiu à notícia do seu congénere checo dizendo que ficou a dever-se-lhe um prémio Nobel da paz.
É sempre muito triste quando desaparece alguém dotado de qualidades intelectuais e probidade moral.

*Já uma vez falei aqui dessa lista, com o propósito de eleger um português - não percebo a indiferença com que a minha ideia foi acolhida.