Parafraseando a Dr.ª Rute Remédios, as opiniões são como as vaginas: cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-a. Neste blog, Julie D´aiglemont dá a sua. Opinião, claro. E nem sempre da forma mais respeitosa. Isso ofende a vossa sensibilidade? Então, ide, ide. Ide ler o programa de um qualquer partido de extrema esquerda, que de certeza é mais consentâneo com vossos princípios morais.





sexta-feira, 4 de junho de 2010

Portugal no seu melhor (#3)

Se calhar é uma metáfora: ao entrar pelos portões, virando para um lado tem o céu, para o outro tem o inferno.
É reparar na beleza da virgem: será transgender?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Anedota ofensiva da semana

Quando Noé construiu a sua arca, esqueceu-se de um pormenor: onde iriam defecar os animais?
Depois de alguns dias a bordo, a embarcação já parecia o pardieiro em que milénios depois viveria Julie D´aiglemont. De forma que Noé resolveu colocar os excrementos da bicheza num enorme saco que improvisou.
Passados os 40 dias e 40 noites da tormenta, o saco estava cheio, pelo que o bíblico ancião o atirou borda fora.
Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobriu o saco.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

The king is alive!

Elvis está vivo, actua num bar na Aldeia das Açoteias (Albufeira)... mas em vez de envelhecer, perdeu cerca de 1 metro de altura!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Razão para Julie ter seguido Direito

Quando eu era pequenita, minha santa mãezinha tinha por bem obrigar-me a comer de tudo. Dito assim até parece um bom princípio. Mas não era!!
Não era, porque foi isso que me tornou numa gulosa e rancorosa.
Passo a explicar...
Gulosa, porque hoje em dia não é preciso contar-me histórias para eu comer (pormenor: quando eu era pequena os meus avós maternos contavam-me histórias para eu comer; os meus pais ameaçavam-me com pancada... e não raras vezes concretizavam as ameaças). Eu como, como, como, meus amigos. Eu não como para viver, eu vivo para comer!
Ora, se eu fosse esquisitinha, só gostaria de delicadas iguarias... e como não as há por aí, comeria pouco. Infelizmente, como gosto de tudo (excepto canela e maracujá), tenho sempre alguma coisita à mercê do meu pantagruélico apetite.
A coisa é de tal modo dramática, que dou por mim a fantasiar com a degustação de um pão com queijo como se de faisão se tratasse.
E porque me tornei eu rancorosa? Porque a minha mãe me obrigava a comer tudo e não acreditava que eu não gostasse de nabos. Sim, nabos, esse vegetal tão delicado e saboroso! De forma que, por mais que eu chorasse, obrigava-me a comer pedaços de nabos cozidos.
Tenho aqui um recalcamento que resulta de um jantar em que passava a Galactica na RTP e eu tragava os odiosos tubérculos. Só quando comecei a vomitar, é que a minha torturadora... errr... quer dizer, mãe... a minha mãe se apercebeu que talvez não fosse fita, talvez eu não gostasse genuinamente daquela merda. Como é que era possível, meu Deus, como é que uma criança poderia não gostar de nabos?!
Enfim, foi aí que decidi que um dia seria advogada: para poder processá-la pelos danos irremediáveis que me causou!
Infelizmente, quando acabei o curso, o crime já havia prescrito.
Por isso, já decidi: quando for tempo, eu digo para a dona do asilo de 5ª categoria: "Deixe estar minha senhora, para a minha mãe não tem de se preocupar em arranjar um quarto com janelas e sem baratas e ratos".

Inspirações (#10)

"Na Itália, durante trinta anos sob os Borgia, houve a guerra, o terror, assassinatos sangrentos. Isso deu Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, o Renascimento. Na Suiça, tiveram cinco séculos de paz. E eis o que isso deu: o relógio de cuco".
Graham Green, O Terceiro Homem

Anais da História (#2)

As cenouras foram a fonte de um dos grandes golpes de desinformação da Segunda Grande Guerra Mundial.
Os alemães não compreendiam como é que os pilotos britânicos avistavam os seus aviões a uma grande distância, mesmo no escuro. Aliás, o Capitão John Cunningham, cujo esquadrão operava à noite, era chamado de “Cunningham olhos de gato”.
De forma a impedir os boches de descobrir a invenção do radar, os bifes criaram um boato nutricionista complexo e totalmente fictício: os carotenos nas cenouras são transportados até ao olho e convertidos em retinal, que é a molécula que detecta a luz no olho (basicamente, isto é verdade). Deste modo, diziam: temos dado pratadas de cenouras aos nossos rapazes e os resultados estão à vista… sem dúvida entre muitas risadas à socapa dos aviadores da R.A.F.
Parece altamente improvável que os germânicos tenham acreditado, mas ajudou a persuadir toda uma geração de crianças britânicas a comerem o único vegetal que continuava a ser fornecido de forma regular durante a Guerra.
Um pormenor lateral: em Portugal o doce de cenoura é mais importante do que eu alguma vez tive noção, porque em 2002 a União Europeia viu-se obrigada pelos Lusos a redefinir a cenoura como fruto. Uma pena a economia não ser tão premente para os nossos euro-deputados!
Quando descobri esta fraude, anotei mais uma mentira que a minha mãe me pregou em pequenita.
O que se seguirá, meus amigos...? Qualquer dia, vêm dizer que comer espinafres não faz ficar com músculos como o Poppey...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Às vezes, gosto de alguns advogados...

Notícia no jornal Público, 04 Janeiro 2004:
"A Liga Árabe terá contactado José Maria Martins, advogado de Carlos Silvino ("Bibi") para fazer parte da defesa de Saddam Hussein. Segundo o semanário "Expresso", o convite prende-se com o facto de José Maria Martins fazer parte da Amnistia Internacional. O advogado confirmou àquele jornal que o convite foi feito na semana passada, adiantando que ainda está a ponderar se aceita ou não fazer parte da equipa de advogados internacionais que a Liga Árabe quer formar para defender o ex-Presidente do Iraque."
Posteriormente, no Jornal de Notícias, 10 de Janeiro de 2004:
"José Maria Martins e Saddam Hussein são os protagonistas de uma rábula que resulta de uma ideia roubada ao "Inimigo Público", jornal satírico que, à sexta-feira, acompanha a edição do "Público", a qual dava como certa (falsa, segundo a linha editorial do jornal), a presença do português entre os advogados convidados para defender o ex-ditador iraquiano. Nos meios da advocacia, já lhe chamam a "história do ano" e há quem se ria até às lágrimas. "Vimos a manchete e um advogado lembrou-se de tornar a história real". A verdade é que, uma semana depois, o assunto tinha honras de primeira página. Titulava o "Expresso" - dias depois seguir-se-iam rádios, televisões e outros jornais, entre os quais o JN - que o advogado fora convidado para defender o ex-presidente iraquiano. A notícia citava o próprio, que explicava que tinha sido contactado pelo presidente da Liga Árabe e invocava eventuais dificuldades de agenda. Agora, a verdadeira história já não é contada em surdina. Surpreendido com a dimensão que a brincadeira ganhou, um dos advogados confessa que tudo aconteceu num escritório de Lisboa. "Contou-se com a colaboração das secretárias, que iam sucessivamente passando as chamadas entre si, de forma a tornar mais credível o contacto. Foi um advogado que falou com Martins e todos os pormenores serviram para tornar a coisa credível". "O mais hilariante é que já foram feitos outros contactos e ele ainda está a pensar". Ontem, em editorial, o "Inimigo Público" também esclarecia que "a notícia era falsa, delirante e sem qualquer hipótese de se concretizar". Acrescentava que já contactaram Saddam e que este se mostrara indisponível. Martins pode agora dedicar-se a tempo inteiro à defesa de Bibi."

Separados à nascença (#9)

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J.M.M.

Sim, ele foi candidato à Presidência!

Chamo a atenção para:
  • "Desde 1987 desenvolveu uma intensa carreira de advogado, com papel de relevo na defesa dos menos favorecidos nos tribunais criminais";
  • "Pese embora a sua paixão pela advocacia, José Maria Martins entre o Direito e a Justiça, opta claramente pela última"


Entre ele e o Alegre, venha o diabo e escolha.

Queria tanto ser rica...

... e ter uma sanita em ouro, como o Sultão de Brunei!!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Maquilhar ao volante é para principiantes

Uma americana provocou um acidente de automóvel, por tentar depilar as virilhas enquanto conduzia, informa a Globo.
Megan Mariah Barnes estava a caminho de casa do namorado e tentou tirar os pêlos para «ficar pronta para a visita», de acordo com declarações à polícia da Flórida.
O ex-marido da americana, Charles Judy, estava no carro e tentou agarrar o volante, mas não teve tempo e o veículo chocou contra uma pick-up.
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O que mais me surpreende nesta notícia não é a ousadia desta moça em tentar fazer depilação às virilhas durante a condução, mas o facto de levar o ex-marido no carro a caminho da casa do actual namorado. Como é que ela fará para os domar?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Separados à nascença (#8)

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E por falar no Toy, lembram-se do anão da "Ilha da Fantasia", que gritava para o Ricardo Montalban "Master, the plane, the plane!"? Eu cá acho que ele e o Toy são uma e a mesma pessoa...
Já agora, é reparar no visual cool que Toy ostenta nesta foto. É por estas e por outras que defendo a morte por empalamento de alguns consultores de imagem.

Piada insensível do mês

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Eu já tinha ouvido falar na existência de imitações na música popular alternativa portuguesa (vulgo, música pimba), mas isto é demais: não pode o Toy ter um AVC, que não seja logo seguido por outros... É verdade que com resultados diferentes... o que é pena, porque o Beto chateava muito menos.
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Sim, já sei que sou uma cabra insensível com direito a uma auto-estrada para o inferno. Venham de lá esses insultos!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Adão e Eva

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Uma inquietação minha que, pelos vistos, não atormentou a iconografia tradicional: como raio é que Adão e Eva poderiam ter umbigo se não sairam de um ventre materno?

T.P.C.

O que eu desejei por uma mãe assim, que percebesse a minha animosidade em relação aos trabalhos de casa...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Inspirações (#9)


"Estamos enterrados na merda, mas isso não é uma razão para a revolver"

...Ou como em 1980 Marcel Bigeard resumiu bem a ideia asinina que o P.C.P. teve em 2010 com a moção de censura...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Choose Real Life!

Choose being an adult. Choose being mature. Choose never being an asshole. Nor a dick. Especially if you have one. Choose taking risks though nobody's here talking about bungee jumping. Choose half full, never half empty. And by the way, who ever told you that being optimistic would make you have your legs broken?Choose steping out of the box. Choose getting a life. And meanwhile, choose a health care insurance. You might need it anyways.

By Catherine Linton* (que resumiu maravilhosamente a conclusão final do filme)
* Inspirada autora do blog http://high-heels-walking.blogspot.com/

Separados à nascença (#7)

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Por outro lado, as semelhanças com Darth Sidious (Star Wars) são assombrosas. Será que o Papa passou para o lado negro da força....?

Separados à nascença (#6)

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Na minha opinião, o Papa é o membro perdido da banda dos anos 80 Sigue Sigue Sputnik...

Choose Life!

Choose life. Choose a job. Choose a carrer. Choose a family. Chosse a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good healh, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurwear and matching luggage. Choose a three-piece suit on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on the coutch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassement to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yorself.
Choose your future.
Choose life.
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Retirado do meu filme preferido.

domingo, 9 de maio de 2010

Parabéns aos benfiquistas

Conseguiram 2 campeonatos em 5 anos: bateram o record do Boavista! Muito bem! ihihih

sábado, 8 de maio de 2010

Separados à nascença (#5)

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Ricardo Rodrigues e Cruella de Vil partilham duas características: uma madeixa branca no cabelo e investigação criminal por alegado interesse em crias...
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(Post sugerido pelo criativo OSK)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Separados à nascença (#4)

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Ricardo Rodrigues e Winona Ryder: prestigiados membros do clube "amigos do alheio"

Inspirações (#8)


"O único desporto que pratiquei foi a marcha a pé quando seguia os enterros dos meus amigos desportistas"
George Bernard Shaw

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um ano de Sousa!

Há precisamente 1 ano fui à C.R. Civil de Gondomar levantar o meu Cartão de Cidadão. E saí de lá com mais qualquer coisita.
Pois, dizia eu, estava à espera de ser atendida, quando reparo num cãozito deitado debaixo de uma cadeira. Achei a coisa inusitada e comecei a implorar a todos os deuses que o bicho fosse pertença de algum utente. Mas claro que não! Porque o que me está reservado na vida é deparar-me com animais abandonados e não conseguir deixá-los assim.
De repente, o fofíssimo animal levanta-se e começa a pedir mimos às pessoas. E toda a gente “ai que lindo, ai que lindo”, mas eu temia que alguém não gostasse e o agredisse. E conhecendo-me, sei que isso resultaria para mim numa incursão involuntária na prisão de Custóias… porque (como disse) conheço-me e sei que desfaria à pancada o agressor.
E o bicho revela uma particularidade: sempre que ouve um bebé, dirige-se-lhe todo contente a dar ao rabinho. Conclui que foi abandonado por algum imbecil que achou que não tinha espaço para um filho e um cão.
Percebi de imediato o que me iria acontecer, porque me conheço (hum! acho que já disse isto).
Providencialmente, a Conservatória está a modos que ensanduichada entre uma loja de chineses e um supermercado Minipreço, pelo que comprei coleira e trela na primeira e comida na segunda.
Uma vez que dois dos cães que tenho em casa são dois portentosos titãs com complexo de machos alfa (mas que realmente são dominados por um mais pequenito – um dia conto esta história), o pequeno abandonado seria trucidado por eles. Estava, obviamente, fora de questão atirar o cãozito às feras.
De forma que tive de apelar ao sentimento paterno, começando todas as frases com “papazinho querido e lindo” e argumentando que o bichinho era muito velhinho e não sobreviveria na rua. Era uma mentira do tamanho do mundo: o cão era claramente novo.
Como isto da entrega do Cartão funciona de forma muito célere (not!), saí de lá à hora do almoço, não podendo deixar o animal no veterinário, pois estava fechado. Telefonei para as minhas sócias a averiguar da possibilidade de o levar para o escritório. Como também são um bocadito freaks dos animais, até ficaram entusiasmadas. Tão entusiasmadas que quando cheguei já lhe tinham arranjado um nome: Sousa. Porquê? Nem aquelas adoráveis desmioladas sabem. Porque lhes apeteceu.
Pois Sousa foi tratado naquele escritório como um rei. Mas comportou-se à altura: nem um latido! Coisa mai´ linda!
Na viagem para casa: nem um latido.
No dia seguinte no jardim de meus pais: nem um latido.
No segundo dia e seguintes: todos os latidos que possam imaginar - aos cães que passam, ao carteiro e ao Sr. Álvaro... Mas esta é uma história que fica para outro dia.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Uma inquetação susceptível de me valer um processo judicial, uma excomunhão e ameaças vermelhuscas

Se os comunistas comem crianças ao pequeno-almoço...
Se os padres ultimamente... err... enfim...
Alguém tem vigiado de perto o "padre vermelho"?

Já me esquecia...

Parece que afinal o Benfica não venceu o Fê Cê Pê...
Parece que afinal não festejaram no Dragão...
Parece que afinal a "reserba" não lhes valeu de nada!
Se calhar, para a próxima, antes de montarem o palco, é melhor perguntarem aos donos do palco se deixam!!

Corre, Sócas, corre!



É de mim, ou este gajo é um Wally em versão sport?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Factos absolutamente irrelevantes sobre a infância de Julie D´Aiglemont (mas que explicam muita coisa):

  • Foi concebida durante o Antigo Regime, mas nasceu em pleno P.R.E.C.;
  • Saiu do ventre materno nove meses e um dia após casamento de seus pais;
  • Visitou pela 1ª vez uma assembleia de voto quatro dias antes de completar 1 ano de vida, sustentada pelos braços de seu pai, que votava para a Constituinte;
  • Entrou para a escola em 1980;
  • Nunca se recompôs por a RTP não ter transmitido o final de Candy Candy;
  • Encarava a venda de gelados como uma profissão com futuro;
  • A sua maior inquietação era não perceber como é que o diabo do sapato da Cinderela não se tinha transformado em chinelo.

Zoda-se!


Palavra do dia:
zaralhice (zaralho + -ice)
s. f.
1. Mad. Qualidade de quem é zaralho.
2. Mad. Grande confusão.


Ó senhores da Priberam Informatica: escolheram o zaralho de uma palavra no dia do meu aniversário...!

Crónica de um nascimento atribulado

Ao início da madrugada do quarto dia após a Revolução dos cravos, M. começa a sentir sinais de rebelião vindos do âmago das suas entranhas. Mas não são fervores revolucionários. Nem gases. É a criatura que aloja em seu ventre a revelar o inconformismo que a caracterizará no futuro.
Em desesperada correria, L., o garboso marido, conduz M. ao hospital.
Mas o médico que deveria assistir ao parto não está. Telefonam para casa. O senhor doutor foi com a esposa ao cinema, diz a criada.
L., o fervoroso cônjuge, obriga à interrupção de “Jesus Christ Superstar” para que se clame pelo senhor doutor (que, mais tarde, agradeceria o gesto, pois custava-lhe dormir em tão incómodas cadeiras).
A criatura havia efectuado movimentos pouco graciosos, que levaram a que enrolasse o cordão umbilical à volta do pescoço – o que já augurava um futuro pouco promissor no âmbito do exercício físico.
E denunciando um apetite pantagruélico, iniciara a ingestão de líquido amniótico.
O senhor doutor vaticina: mesmo que consiga salvar o ser, este poderá sofrer danos cerebrais.
O inapto ente nasce.
L., o orgulhoso pai, diz que é o bebé mais lindo que o mundo já viu.
Z., o realista avô, diz que a criatura parece um gato esfolado.
Trinta e seis anos passados, os que a conhecem dizem: acertado prognóstico, senhor doutor.
De facto, tudo na vida tem uma explicação.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Back in black

Já há uma semana que se tinham manifestado os primeiros sintomas de febre e eu não manifestava qualquer intenção de pedir opinião clínica avisada. A minha pressurosa amiga AS não esteve com rodeios e arrastou-me para o HPP da Boavista. Obviamente que fui contrariada. Tão contrariada, que AS fez questão de me conduzir na sua própria viatura, de modo a assegurar-se de que eu seria vista por um médico.
AS é uma rapariga mesmo muito ocupada, o que significa que o meu estado era visivelmente deplorável. Apesar disso, mesmo quando estou doente, há duas coisitas que dificilmente perco: a fome e o sentido de humor inoportuno.
Já na sala de espera, comecei a tecer considerações sobre as reais intenções de AS: de certeza que queria era que eu ficasse lá internada. A danada confirmou. Que sim! Eu que reparasse bem, as pessoas entravam nos consultórios, mas ninguém as via sair!
E o circo começou!
Estou convencida que alguém apressou a minha consulta, porque no meio de uma respeitável sala de espera cheia de pessoas doentes, ouviam-se as nossas gargalhadas entrecortadas por comentários sobre tráfico ilegal de órgãos.
Depois de me auscultar, a médica resolveu sujeitar-me a uma bateria de exames para excluir qualquer possibilidade de pneumonia: raio X, exames ao sangue, uma nebulização e o diabo a quatro (bendito seguro de saúde).
Sozinha e entediada, resolvi comunicar por SMS com AS, que se mantinha estoicamente à minha espera.

EU: Socorro! Estou numa banheira de gelo!

AS: Que tipo de flores queres na coroa que vamos comprar em representação do escritório?

EU: As mais caras que houver! Eu mereço porque sou uma boa pessoa. Transmite aos meus pais que quero os Broa de Mel a cantar no funeral.

AS: Nos chineses estavam umas bem giras, que sempre têm a vantagem de não apodrecerem.

EU: O caraças! Quero flores caras e perecíveis para o povo ir em romaria enfeitar a minha campa! Quero ver-te todas as semanas a mudar as velas, ouviste?

AS: Deixo a decoração da campa para a D., que a há-de encher de almofadas, quadros e ambientadores exóticos.

EU: Foda-se que ela é menina para forrar a lápide com papel de parede.

AS: O problema é que vai mudar de papel várias vezes entre cinza e verde escuro. Ainda coloca em cima a mesa do hall do escritório colada com UHU, com revistas oferecidas pelo B.

EU: Estou a fazer uma nebulização. Tenho medo de te fazer perder demasiado tempo. Se precisares de ir embora, não há problema que eu apanho um táxi.

AS: Não faltava mais nada! Eu espero.

EU: Se pelo menos estivesses aqui para nos rirmos com o meu estado moribundo… Estou a tremer, mas é de fome. Ainda saio desta espelunca com uma fraqueza!

AS: Doida!

EU: Doida o caraças! Está aqui uma rapariga ao lado a queixar-se de fome. A estratégia deles é matar os pacientes à fome.
EU: Olha ! Ela pediu uma bolacha à enfermeira! E ela deu-lhe.

AS: Ah! É o sistema. São as cunhas.

Muitos mais disparates foram ditos durante as três horas e meias de seca que a minha ditosa amiguinha AS passou por minha causa. Sim, três horas e meia de consultas e exames! O resultado?! O resultado de tão pormenorizados exames foi... eu tinha uma gipe! Uma gripe apenas! Nem uma pneumoniazita fui capaz de contrair para regalar AS… Não mereço os amigos que tenho!

Inspirações (#7)

"Parece-me que as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas"
Mark Twain

sábado, 24 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

Yannick Djaló - Parte II

Recebi o seguinte comentário ao post sobre o Yannick Djaló:
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"Simplesmente disse...
A todos os que aqui, ou em vários outros sites, comentam tenho apenas uma questão. Se os cães são da Ana Sofia, e se já se separaram há algum tempo, porque é que a dona ainda não os tinha ido buscar e continuado a tratar dos animais? Negligência e abandono houve sim da parte dessa mulher. Bem hajam"
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Uma vez que TODOS os cães que tenho foram abandonados por outras pessoas (e já cheguei a ter 19), tenho moral para dizer: QUEM ENTREGA UM CÃO NUM CANIL É UM SER DESPREZÍVEL! Seja de quem for o animal. Uma animal não é um objecto descartável. Entregar um animal para abate não deveria ser uma opção legal (infelizmente é).

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Peter Steele: R.I.P.

O que significa que jamais verei os Type O Negative ao vivo...

Inspirações (#6)

"É perigoso tomar banho menos de três horas depois de ter comido cogumelos venenosos"
François Cavanna

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cabrão do mês: Yannick Djaló


Dizer que esta criatura é uma besta é um eufemismo para o caracterizar.

Senão, vejamos:

Há cerca de dois anos, este indivíduo apareceu como embaixador da UPPA - União Para a Protecção dos Animais (http://miguelveloso24.blogs.sapo.pt/62237.html).

Agora foi notícia por ter entregue dois cães das raças Rotweiller e PitBull no canil municipal da Moita (http://www.destak.pt/artigo/60240).

Apropriando-me de um comentário que vi na net, desejo-lhe que tenha sorte idêntica à que condenou os dois animais.

Vou mudar o nome para Zandinga...

...porque os meus poderes mediúnicos estão à vista - então, não é que ontem publiquei a foto do post abaixo e hoje vejo a notícia que a seguir transcrevo:
Disfarçaram-se de ovelhas para fugir à polícia: são os verdadeiros lobos em pele de cordeiro
Dois presos argentinos conseguiram arquitectar o plano ideal, avança o «La Nacion». Fugiram da prisão de alta segurança de Buenos Aires e arranjaram um estratagema inédito para não serem descobertos. Resolveram mascarar-se de ovelhas.
A última pista que a polícia teve dos fugitivos, identificados como Maximiliano Pereyra e Ariel Díaz, foi dada por um pastor que se deparou com os homens cobertos de peles de ovelha a pedir-lhe comida e cobertores.
Os foragidos são procurados por cerca de 300 polícias, incluindo até helicópteros. No entanto, até agora ainda não conseguiram apanhar as «ovelhas tresmalhadas».

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Auto-crítica destrutiva


É possível saber quando um advogado está a mentir: quando os seus lábios se mexem.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Não estão nada bem, carago!

Na semana passada, eu, a minha amiga Lusty e o casal R. e L. fomos ao cinema. Só por ir. Porque gostamos de cinema com tudo o que lhe vem associado: pipocas, coca-cola… tudo! No fim de contas, a escolha do filme é secundária, porque só decidimos quando lá chegamos. O importante é ver um filme.
Porém, nesse dia estávamos os quatro com vontade de ver qualquer coisa trashie, que não nos fizesse pensar. Afinal, era o primeiro dia da semana.
Deixei logo bem claro: “Num quero ber o “Precious”, p´ra drama já me chega a bidinha!”
Sabia lá eu o que estava reservado…
Reparámos que estava em exibição um filme com o Robert de Niro, chamado “Estão Todos Bem”. O folheto dizia que é um remake de um filme de Giuseppe Tornatore, que narra a história de um viúvo que embarca numa viagem improvisada, para voltar a estar próximo de cada um dos seus filhos, já adultos, apenas para descobrir que as suas vidas estão longe de serem perfeitas. Género: comédia. Sim, eu confirmei, está lá escrito comédia. E porque não haveria de ser? A história adequa-se, o poster assemelha-se ao de uma comédia...
Compram-se os bilhetes, as pipocas, as bebidas, as gomas… e estamos todos sentaditos à espera de momentos de boa disposição.
O filme começa. Desenrola-se. Não é mau, mas… onde está a graça? Literalmente, onde raio está a graça, a comédia?
Ao meu lado, R. debulha-se em lágrimas; ao lado dela, um homem chora copiosamente. Paira umar pesaroso sobre toda a sala. Não é para menos! A vida do protagonista parece um fado: ao contrário do que diz o título, os filhos do protagonista não estão todos bem, aliás, estão pessimamente, há um deles que morre, caraças! A viagem é atribulada, até o caralho dos medicamentos roubam ao velho!
Já na recta final da história, dou por mim a pensar que há alguém mesmo muito sádico que catalogou o filme como comédia. E eis que Lusty se inclina e me sussura ao ouvido em tom cínico: “Olha que isto como comédia…” Nunca mais consegui parar de rir. Aí sim, começou a comédia. Até chorei a rir!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

Cadáver apanhado a fazer check-in no aeroporto de Liverpool

Quando vi o título desta notícia, pensei que fosse uma referência ao estado moral de Jesus depois do jogo com o Liverpool (muhahahah! I can´t help myself).
Mas não. Segundo a B.B.C., duas mulheres foram presas por tentarem viajar de avião com um parente morto.
A atitude suspeita das senhoras ao fazerem o check-in alertou os seguranças do aeroporto de Liverpool, que se depararam então com o cadáver de um homem de 91 anos, que havia sido colocado numa cadeira de rodas e disfarçado com óculos de sol, de forma a tentar embarcar ocultamente num voo para Berlim.
As duas mulheres, de 41 e 66 anos, foram presas por suspeita de não notificação do corpo do alemão, que se pensa ter morrido no dia anterior ao voo.
Interrogo-me que tipo de atitude suspeita aparentariam as senhoras: assobiavam para o ar? Falavam com o falecido?
E já agora, terão visto o filme dos anos 80 “Fim de Semana Com o Morto” e pensaram que se safavam com esta?
Ainda dizem que os alemães não têm sentido de humor...