Parafraseando a Dr.ª Rute Remédios, as opiniões são como as vaginas: cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-a. Neste blog, Julie D´aiglemont dá a sua. Opinião, claro. E nem sempre da forma mais respeitosa. Isso ofende a vossa sensibilidade? Então, ide, ide. Ide ler o programa de um qualquer partido de extrema esquerda, que de certeza é mais consentâneo com vossos princípios morais.





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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cabrão da semana: Lars von Trier

Lars, filho, eu já gostava muiiiiito dos teus filmes. Mas agora é que fiquei fã da tua personalidade.

«Durante muito tempo pensei que era judeu e estava feliz por ser judeu. Depois conheci Susanne Bier [realizadora dinamarquesa e judia, que ganhou este ano o Óscar para o Melhor Filme Estrangeiro com «Num Mundo Melhor»] e não fiquei assim tão contente. Mas depois descobri que, na verdade, era nazi. A minha família era alemã. E isso também me deu algum prazer. O que é que posso dizer¿ Compreendo Hitler... Simpatizo um pouco com ele», afirmou. Claro! Porque não? O Adolfo era um ser humano adorável!

«Não quero dizer que sou a favor da IIª Guerra Mundial e não sou contra os judeus, nem sequer contra a Susanne Bier. Na verdade, sou muito a favor deles. Todos os judeus», disse von Trier, se bem que com um à parte: «Bem, Israel é uma pedra no sapato, mas...» Esmiuçando: ele é contra a existência de Israel, mas não tem nada contra os judeus. Faz todo o sentido! Só faltou dizer que gosta deles desde que estejam confinados a ghettos.