Parafraseando a Dr.ª Rute Remédios, as opiniões são como as vaginas: cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-a. Neste blog, Julie D´aiglemont dá a sua. Opinião, claro. E nem sempre da forma mais respeitosa. Isso ofende a vossa sensibilidade? Então, ide, ide. Ide ler o programa de um qualquer partido de extrema esquerda, que de certeza é mais consentâneo com vossos princípios morais.





terça-feira, 23 de abril de 2013

Luisão


O Luisão, em bom rigor, não é nosso.
Não sei em que circunstâncias, dois conterrâneos meus encontraram um cão abandonado e adoptaram-no. Deram-lhe banho, vacinas e chamaram-no de Luisão (como eles são portistas, não percebo muito bem a lógica do nome, mas enfim).
Entretanto, Luisão passa por casa de meus pais e apaixona-se. Por quem exactamente não sei, mas nunca mais nos largou. E isto apesar de ter de conviver com a serva do demo de que falei no post abaixo.
Ora, qualquer pessoa pensaria que os donos não o tratam bem e que por isso ele desertou. Mas não, garanto-vos, eles adoram-no. E é recíproco, porque sempre que ele os vê fica muito feliz e vai com eles para casa… mas passado um minuto está outra vez à porta de casa dos meus pais.
E depois este cão tem qualquer coisa de extraordinário: é inacreditavelmente meigo, recebe carinhos de quem lhos quiser dar. Tão dócil que a coleira fashion de elos de metal que os donos lhe compraram foi logo roubada. Mas tentem entrar no jardim dos meus pais se ele lá estiver! Garanto-vos que nunca tive um cão que fosse tão bom vigia. Portanto, se alguém o encontrar a passear, pode (e deve) dar-lhe mimos. Mas se ele estiver à porta de casa, livrem-se de se aproximarem.
Como já não vivo lá, ainda não consegui encontrar os donos dele, porque gostava de lhes explicar que não temos culpa. Mas o cão está sempre lá em casa e se não lhe abrirmos a porta, ele dorme ao portão. E isto em pleno Inverno chuvoso.
É o único caso que conheço de adopção compulsiva dos donos.

9 comentários:

Patrícia disse...

Olá,
A gata da minha mãe é um desses casos de adopção compulsiva. Uma gatinha de rua que adoptou a minha mãe e a minha cadela. Durante meses foi empurrada do quintal juntamente com alguns gatos que vinham comer a comida da minha cadela. Persistiu e foi "formalmente" adoptada há uns meses. A minha mãe está super orgulhosa porque "já vem ao nome" (considerando que deu à desgraçada o nome de Sissi até acho estranho).
:)

M. disse...

Que giro!!! É porque se sente feliz aí!
Este meu gateco preto foi encontrado por mim na rua com 3 semanas e tenho mais 2 que também estavam abandonados. Não vivo sem eles ;)

Malena disse...

É lindo!! :)

Beijocas

Pusinko disse...

Lindo o felpudo!
E gosto da ideia dele adoptar os teus pais. :)

Sol Negro disse...

ó ó...a minha mãe foi adoptada por dois ou três...e agora não saem de casa..


beijo


-___-

na america profunda disse...

La em casa (dos meus pais) os animais que por la vao vivendo tem sempre sido adoptados o ultimo foi uma gata linda branquinha, mas essa historia do Luisao e' mesmo interessante o bichano sendo assim tem 2 casas
bjinhos

I. B. disse...

Obrigado por se ter tornado seguidora do «Amigo de Israel». Haja gente com coragem e bom-senso.

E de caminho, um abraço ao Luisão! Também adoro animais!

Abraço,

Israel Bloom

S* disse...

Oh, pobre Luisão. Tem uma família mas prefere outra...

O Olhar do Lobo disse...

É giro :)