Parafraseando a Dr.ª Rute Remédios, as opiniões são como as vaginas: cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-a. Neste blog, Julie D´aiglemont dá a sua. Opinião, claro. E nem sempre da forma mais respeitosa. Isso ofende a vossa sensibilidade? Então, ide, ide. Ide ler o programa de um qualquer partido de extrema esquerda, que de certeza é mais consentâneo com vossos princípios morais.





terça-feira, 13 de abril de 2010

Não estão nada bem, carago!

Na semana passada, eu, a minha amiga Lusty e o casal R. e L. fomos ao cinema. Só por ir. Porque gostamos de cinema com tudo o que lhe vem associado: pipocas, coca-cola… tudo! No fim de contas, a escolha do filme é secundária, porque só decidimos quando lá chegamos. O importante é ver um filme.
Porém, nesse dia estávamos os quatro com vontade de ver qualquer coisa trashie, que não nos fizesse pensar. Afinal, era o primeiro dia da semana.
Deixei logo bem claro: “Num quero ber o “Precious”, p´ra drama já me chega a bidinha!”
Sabia lá eu o que estava reservado…
Reparámos que estava em exibição um filme com o Robert de Niro, chamado “Estão Todos Bem”. O folheto dizia que é um remake de um filme de Giuseppe Tornatore, que narra a história de um viúvo que embarca numa viagem improvisada, para voltar a estar próximo de cada um dos seus filhos, já adultos, apenas para descobrir que as suas vidas estão longe de serem perfeitas. Género: comédia. Sim, eu confirmei, está lá escrito comédia. E porque não haveria de ser? A história adequa-se, o poster assemelha-se ao de uma comédia...
Compram-se os bilhetes, as pipocas, as bebidas, as gomas… e estamos todos sentaditos à espera de momentos de boa disposição.
O filme começa. Desenrola-se. Não é mau, mas… onde está a graça? Literalmente, onde raio está a graça, a comédia?
Ao meu lado, R. debulha-se em lágrimas; ao lado dela, um homem chora copiosamente. Paira umar pesaroso sobre toda a sala. Não é para menos! A vida do protagonista parece um fado: ao contrário do que diz o título, os filhos do protagonista não estão todos bem, aliás, estão pessimamente, há um deles que morre, caraças! A viagem é atribulada, até o caralho dos medicamentos roubam ao velho!
Já na recta final da história, dou por mim a pensar que há alguém mesmo muito sádico que catalogou o filme como comédia. E eis que Lusty se inclina e me sussura ao ouvido em tom cínico: “Olha que isto como comédia…” Nunca mais consegui parar de rir. Aí sim, começou a comédia. Até chorei a rir!

4 comentários:

Osk disse...

Não havia era necessidade de contar o essencial do filme...
Essa amiga Lusty, a julgar pelo "sussurro" deve ter bebido uma boa dose de coca-cola...e aposto que logo a seguir se formou um sururu na sala...

Julie D´aiglemont disse...

Ó xôr inginheiro, desculpe, realmente foi um spoiler, não deveria ter contado o filme. Sou mesmo uma besta!

Catherine Linton disse...

As minhas parcas e pobres companhias para o cinema são daquele tipo de gente intelectualóide que só se dá bem a ver cinema croata, com planos de 5 minutos, em que dá para pensar em tudo, incluíndo na ementa para a semana. Por isso é que este género de filmes normalmente passa-me ao lado. :)

Lusty disse...

Bem vistas as coisas amiga Julie, rimos muito mais do que se realmente fosse uma comédia a sério. Não percebo o que o Sr. Inginheiro tem contra mim e a minha apetência por "cafeinoides".