Parafraseando a Dr.ª Rute Remédios, as opiniões são como as vaginas: cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-a. Neste blog, Julie D´aiglemont dá a sua. Opinião, claro. E nem sempre da forma mais respeitosa. Isso ofende a vossa sensibilidade? Então, ide, ide. Ide ler o programa de um qualquer partido de extrema esquerda, que de certeza é mais consentâneo com vossos princípios morais.





sábado, 6 de março de 2010

Fantasporto

Ontem fui ao Fantasporto ver o filme “The Book of Eli”. Não gostei do filme, mas adorei ver o filme. Confuso? Apenas para quem nunca foi ao Fantas.
O Fantasporto é um festival à parte. Não se vai ao Fantas ver um filme determinado, vai-se ao Fantas ver um filme qualquer.
No Fantas vêm-se os melhores filmes do mundo; no Fantas vêm-se os piores filmes do mundo.
No Fantas os filmes são sempre aplaudidos no fim, sejam bons ou maus.
No Fantas vi uma antecipação do “Seven”, de David Fincher, antes de o filme ter estreado nos cinemas.
No Fantas vi o “Expect No Mercy”, um filme deplorável, com erros básicos no enredo, no guarda-roupa e com actuações dos actores para lá de más. Supostamente seria um filme de acção, mas o público ria, aplaudia os discursos dos actores e gritava “dêm-lhe o Óscar”.
No Fantas vi “A Relíquia”, em que apesar de os momentos de terror serem perfeitamente antecipáveis, uma espectadora deixava-se surpreender e gritava a plenos pulmões – o resto dos espectadores ria.
No Fantas vi “Rock N´ Roll Frankenstein”, o filme mais ultrajante de todo o sempre, que já havia sido banido do festival de Sundance. O realizador estava no Fantas, falou antes da projecção do filme e foi aplaudido depois da exibição – no Fantas todos são bem recebidos.
No Fantas vi os filmes gore de Peter Jackson antes de ele ser unanimemente aplaudido pela crítica graças à trilogia “O Senhor dos Anéis”.
O Fantas não é um festival de cinema – o Fantas é uma declaração de amor ao cinema.

2 comentários:

Catherine Linton disse...

Todos os anos prometo a mim mesma ir ao Fantas. Todos os anos falho redondamente para comigo. E tenho pena. Porque adoro o Porto na mesma medida que adoro cinema.

Julie D´aiglemont disse...

Será muito bem vinda. Se precisar de companhia, eu eos meus "derranged friends" teremos muito gosto em fazer as honras da casa.