Parafraseando a Dr.ª Rute Remédios, as opiniões são como as vaginas: cada uma tem a sua e quem quiser dá-la, dá-a. Neste blog, Julie D´aiglemont dá a sua. Opinião, claro. E nem sempre da forma mais respeitosa. Isso ofende a vossa sensibilidade? Então, ide, ide. Ide ler o programa de um qualquer partido de extrema esquerda, que de certeza é mais consentâneo com vossos princípios morais.





quarta-feira, 25 de maio de 2011

Não haverá uma alma na Câmara do Porto com o mínimo de sensibilidade?

Ao ler o blog da Margarida, tomei conhecimento de que o executivo da cidade do meu coração tem vindo a promover a proibição de alimentar animais na via pública, através da distribuição de panfletos aos munícipes.
Além de ser uma medida completamente ineficaz como forma de controlo populacional, é extraordinariamente cruel para com os animais (que seguramente não escolheram aquela forma de vida) e profundamente desrespeitosa para com a sensibilidade das pessoas que ajudam as associações de animais.
O controlo popolacional faz-se por via da esterilização - luta maior da Animais de Rua.
Por favor, assinem a petição pública. Não sei se resulta, mas é seguramente melhor do que ficar de braços cruzados. Mesmo que não vivam no Porto, percam 30 segundos com isto, porque os animais abandonados da vossa cidade podem ser os próximos.
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N10340

21 comentários:

Teresa disse...

Que coisa estúpida! Já assinei.

Pedro disse...

Que vergonha!
Já assinei também.

Ska disse...

Por acaso concordo, lamento.

Os animais da rua não passam fome, isso é mentira. Com tanto pombo que há no porto, de resto, o que mais há é comida. E também acho que uma cidade é diferente de uma reserva natural, por muito bonito que seja, não é bom nem para a população nem para os animais, ires a guiar por passos manuel abaixo e arriscares-te a atropelar um cão vadio.

Julie D´aiglemont disse...

Ska: ninguém deseja a proliferação de animais vadios nas cidades. Pelo contrário: a Animais de Rua esterliza-os para que eles não se reproduzam. Não me parece minimamente decente ignorar a fome alheia para ver se ela desaparce. Assim como nos humanos, não suporto ver fome entre os animais.

AVOGI disse...

aqui na RAM esterilizam os animais vadios
kis .=)

Cricri disse...

Isso parece-me de uma falta de sensibilidade incrível. Obviamente há outras maneiras de evitar o aumento da população de animais, a esterilização, como disseste, mas ainda ngm teve a decência de se lembrar dessa alternativa, é mais fácil deixa-los morrer à fome.
Ai, que isto dá-me coceira...

na america profunda disse...

Que crueldade, os bichanos nao tem culpa
vou assinar
beijinhos

Ska disse...

Eu sei, e concordo com a esterilização. Acho apenas que não há animal nenhum que morra de fome na cidade, porque convenhemos, sobreviveram enquanto espécie precisamente por saberem arrranjar sustento.

Não lhes providenciando alimento, evitas apenas estimular a frequência dos animais na zona urbana, e acabam por ter de ir para os campos, para os habitats mais selvagens.

Ah, obviamente eu queria ter começado o comentário anterior com "por acaso não concordo, lamento."

Julie D´aiglemont disse...

Ska: desculpa, mas isso é tão irrealista como achar que se não se der comida e alimentação aos sem abrigo, eles vão para outro lado. Não vão! Só vai fomentar a insalubridade e a propagação de doenças. Nos animais há a agravante da auto-responsabilização pessoal: eles foram domesticados pelos homens, que os levaram para a cidade e os abandonaram. Os animais não invadiram as cidades, foram levados para lá. Apesar de eu ser uma agnóstica com um pezinho a fugir para o ateísmo, não renego os valores cristãos que presidiram à minha educação - por isso, levo muito a sério o ensinamento cristão "dar de comer a quem tem fome", quer se trate de humanos ou de animais.

Anónimo disse...

Sou menino para assinar também...Vou assinar AGORA.

I. disse...

Com franqueza, acho que não se deve deixar comida para animais na rua, por razões de salubridade e saúde pública. Explico: além de se tornar lixo, atrai rataria. Mas proibir, só por si não resolve nada. Explico: tem que se criar uma alternativa, ou seja, identificar colónias, proceder à esterilização e criar espaços de alimentação com condições. Um pequeno abrigo, qualquer coisa. Assim as pessoas do bairro ou rua já podiam deixar a papinha aos bichos sem se criar amontoados de comida que vai apodrecendo e criando piores problemas.
Por isso, sou contra a simples proibição, sem mais medidas, claro.

Prezado disse...

A sensibilidade tem a ver com a funcionalidade da cidade e dos outros cidadãos que não enchem a cidade com pratinhos de comida pros gatinhos - a maior parte dos cidadãos - é uma questão de saúde pública, sim. Esterilização? sim, obviamente. Se bem que isso é contra a integridade física de um animal que não pertence a ninguém.
Estes apelos têm de ser feitos de tempos a tempos, como são feitos apelos para estacionar decentemente ou não deitar lixo no chão. Gerir uma cidade não é só gerir um gatil, há mais coisas a acontecer ao mesmo tempo.

Teresa disse...

Assinado.
E comentei o caso da linda Pasta, que tem contribuído para diminuir o número de ratos na Rua da Padaria.
A Pasta em tempos foi recolhida e esterilizada. Devolveram-na à rua porque numa casa é infeliz.

Leana disse...

Estou estupefacta (e cheia de raiva!) com tamanha insensatez!!!

Claro que vou assinar imediatamente.

E divulgar, claro!

**

Matilde disse...

Qualquer dia até nos proíbem de dar esmolas! Que vergonha!
Já assinei:)

Catarina Reis disse...

Que vergonha... e nós que passamos a vida alimentar os animais que vivem no poder... esses é que deviam ter direito à não alimentação. Enfim, já assinei Julie.

Julie D´aiglemont disse...

I.: Como a Teresa conta no post que fez acerca de uma gatinha vadia que alimenta, são os gatos vadios que controlam a propagação de ratos. A insalubridade não advém da comida que as pessoas lhes dão (até porque essa dificilmente apodrece, dada a fome dos bichos).
Prezado: Os bichanos, ao que se sabe, estão-se borrifando para os debates éticos entre os humanos acerca da esterilização. Gerir uma cidade é mais do que gerir um gatil, sim, por isso é que há municípios que entregam a tarefa a associações para que esterlizem os bichos, debaixo da sua supervisão para evitar o desvio de fundos. Um exemplo disso é a Câmara de Gondomar (que tem imensos defeitos, mas não esse).

Julie D´aiglemont disse...

Muito e muito obrigada a todos os que assinaram.

Prezado disse...

Julie, são éticas, muitas ( mas com limites ), obviamente, que são tidas em conta quando fazem estas campanhas.
Acho sempre interessante tentarmos regular a natureza, em qualquer aspecto, mas a ética, a nossa, é a que a destrói mais e que mal e porcamente tentar emendar também. De reparar que estamos só a falar de dois ciclos viciosos inversos, é só isso. Mas como em tudo, as duas soluções contrapõe-se e seguem, cada uma com os resultados pretendidos. E o mundo é composto de mudança e tal.

JUST A GIRL disse...

Já assinei:)

.:GM:. disse...

Eu ia responder ao Ska. Depois de ver o segundo comentário, desisti. Não há argumentos contra a incoerência e a falta de sustentação de tais afirmações. Gostaria de ver o ska na rua feito cão vadio atrás dos pombos. Ou abandonado numa ilha deserta a ter de procurar vida selvagem para sobreviver. Seria bonito. Aquela de procurar habitats mais selvagens perto das cidades roça o lirismo. Ou burrice crónica. Não percebo.